sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Adolescência Decadente - Paixão de Carnaval

O mais complicado de "se falar" em carnaval, é transformar experência em esforço de palavras; porém, fica fácil quando sua fala é uma fala de paixão.
Seja pelo que vc mais ama no carnaval, seja pelo que você odeia nele: a informação, a palavra é sempre uma palavra de paixão. Algo a impulsiona adiante.
Correndo de braços abertos, fugindo de carra amarrada.
_ Ah, carnaval é pura merda!
Música desconexa, gente suada, sujeira, fedor, excrotos bombados ou piranhas espalhadas.
Opa! Paraí! É uma bosta, mas vale a pena descolar uma vaca de 2 horas de foda-festa; sim, o homem dobra a podridão a seu favor, à sua palavra consumada correta.
Estamos diante de funções: homem comer mulheres, adolescentes se jogarem em festas bagaceiras, tá tudo correto - tudo dominado - na função-feita-do-esperado-decidido-afirmado.

sábado, 22 de setembro de 2007

IV- Malas (Pacífico Sul)

Canto(s) de Gelo

Na esquina, na capela da igreja, nos Balcãs Eróticos, no passado que retorna...restos, pedaços de sentimentos, pátrias, valores, culturas, intenções se reconfiguram solitárias....se juntam por acaso, pelo vento que empurra a poeria que só vai pelo curso e acaba aglomerada na mesma esquina.
Na ala, nas fotos, nas malas...tudo ali, enquadrado, compartimentado, cenário e suporte de tantos acontecimentos...como seriam quartos de hotéis no Iraque?
Tão estranho imaginar que uma imagem, aqui é, o esfalelamento de todas...e o Irã promete ter bomba atômica que chegue à Israel.
De preto, de luto, de cinzas.
Viajens longas, mensagens curtas, rápidas conversar...pq tanta gente assim, reunida?
Bloco de eu mesmo? O picadeiro-circo do final-das-contas?
Falar desses cantos não me é triste, não me é agudo, não me é...me é...frio.
Abri a janela ontem à noite e um vento gelado entrava, a rua parecia ser de outra cidade, as pessoas, congeladas, as luzes, estáticas....nada acendia e nem apagava. O suficiente para parecer morto e o bastante para compor um cenário.
Um desfile de gente morta, a cidade congelada, o vento frio e a poeira só-ajuntada indo pro canto apática...me abracei pelo arrepio na espinha e ouvi a criança iraquiana:
"Os desligamentos dos serviços colossais
o metrô vai se chocar
o óleo verde a e a flor de metal
tragam-me suveniers do jardim do general
compraram meu compacto de outras gerações
o ressentimento da bolacha crack no cachimbo
pôr tudo na mala do tempo de agora mutilado
à deus vou embrulhar e entregar"

Foi o suficiente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

III- Espelho (Atlântico Sul)

O Primeiro Dia de Outras Cores

Apesar de ter sido ás três, essa foi a grande primeira histproia, o grande primeiro encontro do mar, nesse mar nordeste, mar do Atlântico Sul, mar de nossa costa.
Nas costas, costa com costa em ombro estreito e largo.
Eu me virei e cai em cima de mim mesmo e fiquei lá, olhando pra si, reirando a si mesmo:
testa com testa, nariz com nariz, boca com boca.
Depois de horas, o encontro de anos; depois de anos, o encontro das horas.
Foi me olhando no espelho, foi abraçando o mesmo tamanho de all star, o mesmo mês de maio, enfim...irmãos.
Enfim, Gêmeos de mim e do outro.
Acho que essa todo mundo já sabe: fui lá, eu, ao amar, amar com todas as força,s me jogar da ponte sme pára-quedas e medo...só pensando em amar meu grande amor.
Amar eu amei e também me estourei.
Passamos de dias de branco, a dias de crme, de laranja, de vermelho...depois um belo azul.
Azul do vento e do mar de Salvador.
Aos poucos fui passando por todas as cores e depois...repousando no cinza..no cinza de dias que atravessaram as matizes como uma foice no chão.
Chorei até meus olhos ficaram mais claros (só depois disso meus olhos ficaram cor de mel), minhas couppas perderam as cores, meu corpo 10 kilos...ninguém acreditou e nem eu pude acreditar...que a última cor de todas era um preto de tarja rasgada.
Olhei, rspirei, rezei...senti...e voltei a viver, lentamente.
"E vejo e peço dias de outras cores...
alegrias para mim, pra meu amor e meus amores....
dias de outras cores."
Essa mensagem de mim para mim saiu do que ficou.
Maldição espalhada, cura pras futuras histórias desastradas.
Passaram-se 6 anos desde aquele espelho...minha imagem presa.
Alice chegou, corri atrás do coelho, caí no buraco.
E quando menos esperava....voltei a girar na Engrenagem.
Aqui, como na vida, parece que tudo gira ao contrário.
Valeu, meu amor!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

II - Engrenagem (Índico)

Águas e Energias: Espirais Virtuais

Ao lembrar daquela dança, como o giro da bailarina sem sal da caixinha, fatalmente reatualizo tudo em fração de segundos, elétrons, sinapses.
Foi todo um papo cabeça, foram todas as intenções das mais formais...tudo muito bem esclarecido, tudo muito bem encaminhado.
Daí, a gente pisa sem querer na engrenagem e tudo roda.
Ao se por a girar por se por sobre ela, se põe a girar em um momento sem saber quem controla.
_ Posso por meu coração a seus pés?
_ Se não for sujar o meu chão.
O coração como engrenagem.
E desse jeito, na verdade, com jeito nenhum, que tudo aconteceu e nada acontceu, na verdade.
O que se fez foi criar virtualidades, potencialidades de atualização, concretização: sonhos, vontades desejosm contraditórios, coerentes, anti-éticos, anti-édipo.
O fantásma da máquina!
Abracei e pulei pro sobre a estrutura de robô abraçado como que plugado em cem watts.
Mais uam vez, que engraçado...pq todas essas virtualidades, me parecem, na verdade, num processo de choque, reavivar em mim vontades, desejos, promessas, anseios, e um tanto quando de um caráter adormecido desde meu sófá, desde anos e aos atrás.
Amei, morri, engessei e parei de sonhar.
Entendeu? Foram dois pulos? um pulo em cima daporca, outro rigando por sobre meu eixo, como um bailarinho, voando e girando no eixo, com o pé esticado.
Louco, livre, eletrizado.
E o melhor, o mesmo watt que me jogou pra cima, também me recebeu: mãos nas costas, e assim, aparou.
Meio sem fim falar dessa corrente espiral que continua a girar em circulo, mas sem nunca passar pelo mesmo lugar.
E da imagem que ficou, das virytualidades que gerou...estou aqui...girando, potente, louco, louco pra dar o que eu preciso entregar na mão de quem sabe e quer receber?Amo tanto e de tanto amar...
Eu amo a engrenagem?
Eu amo amar, e amar tem pra cada um o seu jeito certo.
Eu sou vou, vou voar a girar e esperar saber, quem, de repente, vai denovo me segurar ao pousar...para logo em seguida, me atirar.

sábado, 18 de agosto de 2007

1 - Elevador (Pacífico Sul)

Com as mágoas da Terra

Foi engraçado como naquele momento, naqueles momentos doi oi ao tchau, eu pude ver se tratar de alguém como eu-na-terra-das-coisas.
Pele morena, olhos caídos, temperamento calmo e ao mesmo tempo humorado.
Pontos de beleza do natural temperado com a calma do acaso.
Tudo foi rápido e acabou como bomba, sete dias pensando que a intenção é o que honra.
De segundo em segundo levado pra trás, depois de um belo soco no nariz que satisfazer...não satifaz.
Fui levado até a porta do elevador...e nesse eu pensei " e me vou, sem calor".
Ao fechar a porta de madeira e se separar pela janela de cela pensei: não haveria esforço pra colocar, cada qual, em seu lugar.
Bastava fechar a porta pra separaro diálogo do touro, a conversa da matéria.
E assim se foi andar abaixo, depois da apertada para o térreo...enquanto a cada andar mais concreto encaixava, cada qual com seu chifre na sua auto roça.
O que se passou, penso eu, foi menos do que ficou, e pela primeira vez descobri que foi isso que restou.
Do meu primeiro jeito centrado, consegui extrair fruto de conto calado.
Tudo naufragou, nada aconteceu, mas meu olho cego-surdo captou tudo.
Carreguei e levei, depois de naufragar e assim, criei, a minha forma de amar.

sábado, 4 de agosto de 2007

DOZE HORAS - SETE MARES



Para cada hora, uma imagem que ficou (vide "Deixando uma Imagem") e para cada imagem, um texto dissertando sobre suas simbologias;
e assim, cada imagem-texto será arremessado ao mar.
Assim, tem-se Atlântico Norte, Atlântico Sul, Pacífico Norte, Pacífico Sul, Índico, Ártico e Antártico
.
A partir da semana que vem, um a um, os textos de cada algarismo romano serão postados semanalmente, até o dia da exposição da Instalação.
Eis a ordem/relação das horas e mares:

I- Elevador (Pacifico Sul) II- Engrenagem (Índico) III- Espelho (Atlântico Sul) IV- Malas (Pacífico Sul) V- Sala Vermelha (Índico) VI- Cachorro (Atlântico Sul) VII- Pré (Ártico) VIII- All Star (Pacifico Norte) IX- Branco (Atlântico Norte) X- Girafa (Antártico) XI- Maços (Atlântico Norte) XII- Azul (Pacífico Norte)


Semana que vem, começamos a rodear pelas horas....até!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Alinhando em Pontos

Novo semestre, novas promessas, tudo agora mais organizado e medido...qcho que a hora de colher os frutos, enquanto ainda se planta algumas sementes.
Estou sendo desafiado pelo destino, numa das imagens mais enrascadas de minha vida.
Um jogo atlético de educação, ética, companheirismo, ponderação, realidade e sonho.
Ah, e claro, muita coragem.
Vou deixar um pouquinho a máscara para trás e tentar me defender por si só.
Será que consigo?
Enquanto isso...vou mapeando os meridianos dos eixos.


O CARRO
"Conquistas amorosas e avanço nos relacionamentos abrirão novos caminhos para as questões afetivas. Persistência, coragem e determinação serão importantes para que vitórias aconteçam no futuro, e objetivos concretos sejam realizados. Conflitos, adversidades e obstáculos poderão surgir, mas deverão ser encarados como parte de um processo evolutivo. É preciso seguir adiante, manter o autocontrole e colocar a razão à frente das emoções para não deixar que sentimentos negativos afastem a felicidade de sua vida."