sábado, 18 de agosto de 2007

1 - Elevador (Pacífico Sul)

Com as mágoas da Terra

Foi engraçado como naquele momento, naqueles momentos doi oi ao tchau, eu pude ver se tratar de alguém como eu-na-terra-das-coisas.
Pele morena, olhos caídos, temperamento calmo e ao mesmo tempo humorado.
Pontos de beleza do natural temperado com a calma do acaso.
Tudo foi rápido e acabou como bomba, sete dias pensando que a intenção é o que honra.
De segundo em segundo levado pra trás, depois de um belo soco no nariz que satisfazer...não satifaz.
Fui levado até a porta do elevador...e nesse eu pensei " e me vou, sem calor".
Ao fechar a porta de madeira e se separar pela janela de cela pensei: não haveria esforço pra colocar, cada qual, em seu lugar.
Bastava fechar a porta pra separaro diálogo do touro, a conversa da matéria.
E assim se foi andar abaixo, depois da apertada para o térreo...enquanto a cada andar mais concreto encaixava, cada qual com seu chifre na sua auto roça.
O que se passou, penso eu, foi menos do que ficou, e pela primeira vez descobri que foi isso que restou.
Do meu primeiro jeito centrado, consegui extrair fruto de conto calado.
Tudo naufragou, nada aconteceu, mas meu olho cego-surdo captou tudo.
Carreguei e levei, depois de naufragar e assim, criei, a minha forma de amar.

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