sábado, 22 de setembro de 2007

IV- Malas (Pacífico Sul)

Canto(s) de Gelo

Na esquina, na capela da igreja, nos Balcãs Eróticos, no passado que retorna...restos, pedaços de sentimentos, pátrias, valores, culturas, intenções se reconfiguram solitárias....se juntam por acaso, pelo vento que empurra a poeria que só vai pelo curso e acaba aglomerada na mesma esquina.
Na ala, nas fotos, nas malas...tudo ali, enquadrado, compartimentado, cenário e suporte de tantos acontecimentos...como seriam quartos de hotéis no Iraque?
Tão estranho imaginar que uma imagem, aqui é, o esfalelamento de todas...e o Irã promete ter bomba atômica que chegue à Israel.
De preto, de luto, de cinzas.
Viajens longas, mensagens curtas, rápidas conversar...pq tanta gente assim, reunida?
Bloco de eu mesmo? O picadeiro-circo do final-das-contas?
Falar desses cantos não me é triste, não me é agudo, não me é...me é...frio.
Abri a janela ontem à noite e um vento gelado entrava, a rua parecia ser de outra cidade, as pessoas, congeladas, as luzes, estáticas....nada acendia e nem apagava. O suficiente para parecer morto e o bastante para compor um cenário.
Um desfile de gente morta, a cidade congelada, o vento frio e a poeira só-ajuntada indo pro canto apática...me abracei pelo arrepio na espinha e ouvi a criança iraquiana:
"Os desligamentos dos serviços colossais
o metrô vai se chocar
o óleo verde a e a flor de metal
tragam-me suveniers do jardim do general
compraram meu compacto de outras gerações
o ressentimento da bolacha crack no cachimbo
pôr tudo na mala do tempo de agora mutilado
à deus vou embrulhar e entregar"

Foi o suficiente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

III- Espelho (Atlântico Sul)

O Primeiro Dia de Outras Cores

Apesar de ter sido ás três, essa foi a grande primeira histproia, o grande primeiro encontro do mar, nesse mar nordeste, mar do Atlântico Sul, mar de nossa costa.
Nas costas, costa com costa em ombro estreito e largo.
Eu me virei e cai em cima de mim mesmo e fiquei lá, olhando pra si, reirando a si mesmo:
testa com testa, nariz com nariz, boca com boca.
Depois de horas, o encontro de anos; depois de anos, o encontro das horas.
Foi me olhando no espelho, foi abraçando o mesmo tamanho de all star, o mesmo mês de maio, enfim...irmãos.
Enfim, Gêmeos de mim e do outro.
Acho que essa todo mundo já sabe: fui lá, eu, ao amar, amar com todas as força,s me jogar da ponte sme pára-quedas e medo...só pensando em amar meu grande amor.
Amar eu amei e também me estourei.
Passamos de dias de branco, a dias de crme, de laranja, de vermelho...depois um belo azul.
Azul do vento e do mar de Salvador.
Aos poucos fui passando por todas as cores e depois...repousando no cinza..no cinza de dias que atravessaram as matizes como uma foice no chão.
Chorei até meus olhos ficaram mais claros (só depois disso meus olhos ficaram cor de mel), minhas couppas perderam as cores, meu corpo 10 kilos...ninguém acreditou e nem eu pude acreditar...que a última cor de todas era um preto de tarja rasgada.
Olhei, rspirei, rezei...senti...e voltei a viver, lentamente.
"E vejo e peço dias de outras cores...
alegrias para mim, pra meu amor e meus amores....
dias de outras cores."
Essa mensagem de mim para mim saiu do que ficou.
Maldição espalhada, cura pras futuras histórias desastradas.
Passaram-se 6 anos desde aquele espelho...minha imagem presa.
Alice chegou, corri atrás do coelho, caí no buraco.
E quando menos esperava....voltei a girar na Engrenagem.
Aqui, como na vida, parece que tudo gira ao contrário.
Valeu, meu amor!