
"Entre Jotas, mais uma história torta. O boicote nunca deu certo. Quando penso em ser correto, aí eu giro e me ferro. Vale a pena escrever como antes? Andando pelo tabuleiro, amamos como iniciantes. Cilada armada do destino...mas vou me entender sem perder o tino. Posso falar do javanês, que me deixou encantado. Com seu palvreado estranho, e um jeito afobado. Na verdade nada me encantou, até a bruxaria começar...e coitado de mim que nem sabia que tal feitiço eu mesmo ia preparar. Elementos bizzarros numa mesa branca torta, um clima baixa santo cheio de sujeira porca. Montando meus caminhos pra voar, que faço sem querer é repousar. Repousando o coração não tenho mais cançaso e nem fome. Fui levado pra Java pelo ombro relutante. Que magia engraçada! Parece que por engano, entrei em enrascada. Mas foi tudo tão bom e verdadeiro, que a verdadeira magia estava dentro do peito. Ali se estabeleceu a feiticaria. Ocupei por pouco tempo o peito-sonho ao meio dia. Entre chegadas e partidas de invasão, ocupei por um tempo um quarteirão. Tudo rápido e fulgas, mas afinado e tenaz. Os espaços voltaram ao mesmo lugar, deixando de java um trava lingua de matar. Como posso de novo chamar pelo nome de lingua estranjeira...quando sou eu que reluto em falar por gírias passajeiras? De passagem na bagagem, de cabeça perto e longe. A certeza fica meio um e todo que se encontre. Um tempo depois pra relaxar, e um cheiro vindo na brisa a pertubar. Cheiro de banho, cheiro de sujo, cheiro de gente, cheiro de outros. Volto ao meu peito e nele encontro espaços loucos. Nem posso me queixar; quando a feiticaria dá certo ao contrário, ninguém pode julgar. Agora todo mundo em seu lugar. Saudades da lingua estrangeira que no silêncio começou a se falar. Nessa altura dos acontecimentos, faço pedidos comedidos enquanto almejo um talento. Não cairia mal aprender a falar o tal javanês silencioso, na tentativa de visitar mais uma vez meu mundodo outro globo. Nem cairia mal mais ou menos esperar, pensando que acima de tudo, certas fronteiras devemos respeitar. Estranhas palavras vindas de quem arrombou a aliança e agora as conserva. Tento fazer o que posso enquanto aguardo na linha da conversa. Pra finalizar peço o bem, para as energias de um mundo que vêm. No embalo de dois e de três, só quero esperar ansioso a minha vez."
