segunda-feira, 3 de setembro de 2007

III- Espelho (Atlântico Sul)

O Primeiro Dia de Outras Cores

Apesar de ter sido ás três, essa foi a grande primeira histproia, o grande primeiro encontro do mar, nesse mar nordeste, mar do Atlântico Sul, mar de nossa costa.
Nas costas, costa com costa em ombro estreito e largo.
Eu me virei e cai em cima de mim mesmo e fiquei lá, olhando pra si, reirando a si mesmo:
testa com testa, nariz com nariz, boca com boca.
Depois de horas, o encontro de anos; depois de anos, o encontro das horas.
Foi me olhando no espelho, foi abraçando o mesmo tamanho de all star, o mesmo mês de maio, enfim...irmãos.
Enfim, Gêmeos de mim e do outro.
Acho que essa todo mundo já sabe: fui lá, eu, ao amar, amar com todas as força,s me jogar da ponte sme pára-quedas e medo...só pensando em amar meu grande amor.
Amar eu amei e também me estourei.
Passamos de dias de branco, a dias de crme, de laranja, de vermelho...depois um belo azul.
Azul do vento e do mar de Salvador.
Aos poucos fui passando por todas as cores e depois...repousando no cinza..no cinza de dias que atravessaram as matizes como uma foice no chão.
Chorei até meus olhos ficaram mais claros (só depois disso meus olhos ficaram cor de mel), minhas couppas perderam as cores, meu corpo 10 kilos...ninguém acreditou e nem eu pude acreditar...que a última cor de todas era um preto de tarja rasgada.
Olhei, rspirei, rezei...senti...e voltei a viver, lentamente.
"E vejo e peço dias de outras cores...
alegrias para mim, pra meu amor e meus amores....
dias de outras cores."
Essa mensagem de mim para mim saiu do que ficou.
Maldição espalhada, cura pras futuras histórias desastradas.
Passaram-se 6 anos desde aquele espelho...minha imagem presa.
Alice chegou, corri atrás do coelho, caí no buraco.
E quando menos esperava....voltei a girar na Engrenagem.
Aqui, como na vida, parece que tudo gira ao contrário.
Valeu, meu amor!

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