terça-feira, 17 de julho de 2007

"Deixando uma Imagem"




Estava à pouco conversando com um amigo...e lembrando com ele de um papo que há tempos atrás falamos...sobre as imagens que ficam de uma relação.
Pq depois de muitas frustrações...começamos a falar dessas pessoas bizzarras e indecentes que passam em nossas vidas e parecem roubar tudo.
Após muito reclamar, descobrimos que, mesmo essas pessoas, deixam coisas boas conosco, aliás, deixam em especial uma coisa boa.

Isso, uma imagem. As vezes é o que nos resta mas tb é o maior dos tesouros...uma imagem.
Uma vez, indo embora da casa de um rapaz, (muito ingrato, por sinal) ele me levou até o elevador...esperou comigo até o mesmo chegar e quando ele chegou, abri a porta e entrei.
O rapaz ficou fora e disse: Vou ficar aqui até ele descer...fechou a porta e colocou a cabeça na janelinha da porta do elevador, onde tem aquela gradezinha.
Pois bem, foi isso: eu fiquei lá dentro, olhando pro rosto dele atrás das grades e a porta do elevador lentamente se fechando.
A última vez que o vi e a imagem que ele me deu foi essa.
Andei reparando um pouco e eu descobri outras imagens, de outras histórias...talvez elas sejam a minha maneira de centralizar poeticamente tudo o que aconteceu.
Manter comigo ao menos, um pedaço de tudo isso.
E um pedaço, acima de tudo, bonito.
E hoje - mais uma noite - recolho pedaços de um momento partido.
Enquanto não acho a cola pra tudo isso...vou tentando, ao recolher papéis picados, remontar a mim mesmo ou, no fim das contas, sumir e virar apenar uma imagem, mesmo.
Uma imagem bela, forte.
Não perco tempo: dou o meu jeito de amar.

Um comentário:

Leda Pacheco disse...

Também acho. Imagens são o que sobra de um momento que foi bom ou talvez um pouco ruim. Existem momentos que se paralizam em nossas mentes, e não só os de amores mau ou bem resolvidos, mas qq um que tenha sido vivido com intensidade. Dar tchau através da janelinha do elevador dói demais. Busco imagens agora, mas a única coisa que consigo encontrar são pequenos flashs de cenas intermináveis de um filme igualmente sem fim.

Tô com saudades Juliéts.
Que bom que você voltou a blogar.

Bjo
Ledão
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